I. - Introdução
II. - A Dinastia Colonna: Mil Anos de Poder em Roma
II.1 Uma Linhagem de Ferro e Fé
A história da família é marcada por uma dualidade fascinante:
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| Príncipe Marcantonio II de Colonna, fonte wikipedia |
II.2 Presença Imortal
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| Vitoria Colonna 2, fonte: galleriacolonna.it |
III. A Anatomia de um Gigante: Como se divide o Palácio Colonna
III.1 - A Galeria Colonna (A Ala de Prestígio)
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| Bala de canhão encravada na escadaria |
O Papa, então, pediu ajuda às potências católicas para retomar o controle da cidade. A França, sob o comando de Luís Napoleão (futuro Napoleão III), enviou um exército para cercar e bombardear Roma para restaurar o poder papal."
De onde veio a bala?
Durante o cerco, as tropas francesas estavam posicionadas no alto do Monte Gianicolo (Janículo), de onde tinham uma visão privilegiada da cidade.
O Disparo: Em 20 de junho de 1849, um canhão francês disparou do Gianículo em direção ao centro histórico.
O Trajeto: A bala atravessou o telhado do palácio, passou por uma das janelas da Grande Galeria e atingiu exatamente o degrau de mármore onde está até hoje.
A Curiosidade: "O Palácio Colonna sobreviveu aos bárbaros e aos rivais por séculos, mas foi a artilharia francesa — enviada para proteger o Papa — que deixou a cicatriz mais famosa em seus degraus de mármore. A família decidiu manter a bala de 1849, que não explodiu, no local exato do impacto, transformando um erro de cálculo militar em um símbolo eterno de resiliência."
Painel importante : Cristo em Piedade entre dois Anjos (ou Cristo Passo)
O quadro posicionado na parte inferior esquerda deste conjunto, que retrata Jesus Cristo ladeado por dois anjos, é uma das peças de maior carga emocional deste setor. Ele é de autoria de Lazzaro Baldi e foi pintado na segunda metade do século XVII (1670).
A obra reflete o Barroco romano tardio, com um foco intenso na iluminação dramática que destaca o corpo de Cristo contra o fundo escuro.| Parede da Grande Sala com quadros organizados simetricamente, foto HistoriacomGosto |
| Parede da Grande Sala com quadros de santos organizados simetricamente, foto HistoriacomGosto |
Esculturas da grande sala - A Transição para o Mármore
| Esculturas na Grande Sala, foto HistoriacomGosto |
Na história da arte, o termo "Primitivos" refere-se aos artistas que trabalharam antes do auge do Renascimento (séculos XIV e XV).
O Prestígio da Antiguidade: Para uma família que se orgulha de ter raízes na Roma Antiga, possuir obras desses "pioneiros" era uma forma de mostrar que o seu palácio era um guardião da evolução da civilização cristã e artística.
Intimismo: Diferente da Grande Galeria, que é feita para o deslumbramento público, a Sala dos Primitivos tem uma escala mais humana e espiritual, convidando à observação detalhada.
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| Sala dos Primitivos, foto galleriacolonna.it |
Virgem da Anunciação - Guercino, 1640 a 1650
Esta é uma das antecâmaras que precedem a entrada para a majestosa Sala Grande da Galleria Colonna.
A Sala das Paisagens foi concebida para exibir a vasta coleção de pinturas de gênero paisagístico da família Colonna, funcionando como um espaço de transição onde a natureza, real ou idealizada, domina o ambiente. O propósito desta sala é criar um contraste visual e temático através da simetria barroca, preparando o visitante para a grandiosidade histórica dos salões seguintes.
Quadro em destaque - Paisagem com Cristo e Madalena (Dughet)
O quadro retrata o episódio bíblico em que Cristo ressuscitado aparece a Maria Madalena num jardim, próximo a um sepulcro monumental.
Foi pintado por Dughet que era cunhado e aluno de Nicolas Poussin, e esta tela exemplifica a "paisagem clássica" romana. Note como as figuras bíblicas são pequenas em relação à imensa paisagem de montanhas, arquitetura antiga e folhagem densa, o que é típico do seu estilo de integrar narrativas sagradas na natureza selvagem, mas organizada.
f) Sala da Capela
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| Sala della capela, foto historiacomgosto |
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| Ressurreição de Cristo, foto HistoriacomGosto |
Diferente da opulência vasta da Sala Grande, a capela é um espaço de recolhimento, caracterizado por sua arquitetura neoclássica e barroca tardia.
O Altar: O altar-mor é feito de mármores polidos e abriga um crucifixo de metal. Acima dele, em um nicho ricamente decorado com talha dourada e motivos florais (lírios), encontra-se uma pintura da Madona com o Menino.Relíquias e História: À direita do altar, nota-se uma vitrine que guarda vestes litúrgicas e, acima dela, uma inscrição em latim dedicada ao Papa Bento XIV (Lambertini), indicando a consagração ou privilégios concedidos a este espaço durante o seu pontificado no século XVIII.
III.2. Apartamentos Privados (Apartamento Princesa Isabelle)
Enquanto a Galeria era para recepções oficiais, os apartamentos eram o coração da vida doméstica da nobreza.
Diferente de outras alas do palácio que foram convertidas puramente em museus ou escritórios, a Princesa Isabelle viveu nesses aposentos até o fim de sua vida, em 1984. Ela amava profundamente o lugar e cuidava pessoalmente de cada detalhe. O fato de ela ter vivido ali por 75 anos garantiu que o ambiente não fosse descaracterizado.
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| Princesa Isabelle, foto galleriacolonna.it |
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| Sala de festas, foto galleriacolonna.it |
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III.3. O Pavilhão Pio e os Pátios Internos
O palácio é estruturado em torno de pátios que garantiam luz e ventilação, mas também serviam para o movimento de carruagens.
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| Pavilhão Pio, sala da Cornucópia, foto galleriacollona.it |
III. 4. O Jardim do Quirinal (O Refúgio Vertical)
Diferente dos jardins horizontais de Versailles, o jardim do Colonna é ascendente.
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| Pontes de Conexão, foto HistoriacomGosto |
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| Escadaria principal dos jardins, foto HistoriacomGosto |
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| Visão dos telhados de Roma, foto HistoriacomGosto |
IV. O Olhar do Colecionador: A Acumulação de Arte como Símbolo de Poder
No Palácio Colonna, as pinturas não foram escolhidas apenas pela estética; cada tela e escultura servia como uma peça no tabuleiro do prestígio político e religioso da Europa. A coleção que vemos hoje é o resultado de séculos de um "olhar de dono", onde a arte era a moeda mais valiosa da nobreza.
IV.1 - O Prestígio Pós-Lepanto e o Grand Tour
IV.2 Curadoria Secular: Uma Galeria com "Alma"
Diferente do Louvre ou do Vaticano, onde as obras são deslocadas de seus contextos originais para paredes impessoais, na Galeria Colonna a arte permanece "em casa".
Contexto Vivo: Muitas molduras foram esculpidas especificamente para as paredes onde estão penduradas até hoje. As obras "conversam" com o mobiliário, com os afrescos do teto e com a luz que entra pelas janelas originais.
IV.3 - A Arte que Salva a História
O processo de acumulação também foi um ato de preservação. Ao contrário de outras famílias nobres que venderam seus acervos em tempos de crise, os Colonna instituíram o fideicomisso no século XIX — um instrumento jurídico que proibia a venda ou dispersão da coleção. É graças a essa decisão que hoje podemos ver o palácio exatamente como ele era há 300 anos.
IV.4 - Algumas obras de arte da coleção
a) Comedor de feijões = Aniballe Carracci, 1580 a 1590
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| Comedor de feijão, Sala Apoteose |
d) Moisés com as tábuas da Lei - Guercino, 1624
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| Moisés com as tábuas da Lei, Guercino, 1624, foto historiacomgosto |
e) Um jovem Homem bebendo









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